isso não tem nada a ver com o nosso amor, isso pode ter a ver com o meu amor para comigo e só.
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(ou: existe um amor que é só meu, mas ele não existe)
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Sou construído através de pontes, buracos, fendas e falhas.
As coisas passam por mim, me cruzam, me cortam, me derrubam.
Estou fora do eixo, estou desabando lento, estou desgraçadamente infeliz e não sei por quê.
As tolas informações surgem e preenchem as fendas.
Os risos avulsos me cruzam.
A indiferença me preenche.
Preciso de cuidados.
Me sinto transviado.
Não aguento mais olhar pra frente, vou recuar e ficar de lado.
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Te peço compreensão,
só tenta não entender.
Não há nada de ti, tudo isso brota de mim.
Eu não sei o que fazer,
eu não sei.
Me desculpa, mas eu também não tenho culpa.
Me deixa só pra eu não ter culpa,
com o outro eu tenho a obrigação das palavras, e eu não quero, não quero. Por fim, acabo tendo culpa.
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Falo de amor, e por amor, me deixa só. Eu te tenho medo, e vou te ter amor, mas me deixa um pouco aqui, um pouco deixado aqui eu fico aqui e fico sem medo, depois, com sem medo eu falo de amor pra ti sem ter, sem tenho, sem medo, mas me deixa um pouco aqui.
Eu não me entendo, por favor, não me obrigue a me entender pra te dizer.
